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terça-feira, 29 de setembro de 2015

10 fatos curiosos sobre o glúten

Cada dia que passa, cresce mais o número de pessoas com sensibilidade ou intolerância ao glúten. De acordo com o GHC, por ser um tema tão abrangente, muitas pessoas que tem o problema não sabem por quais caminhos seguir em algumas situações.
Por isso irei listar algumas curiosidades que podem ajudar nestas dúvidas.


1: O glúten é …
… é uma mistura de uma série de proteínas que são encontradas principalmente no trigo, cevada e centeio, além e em alguns tipos de aveia. O glúten é composto de gliadina e glutenina. Quando existem suspeitas de intolerância ou sensibilidade ao glúten, os médicos testam os anticorpos anti-gliadina, para descobrir se a pessoa realmente tem o problema. Nas pessoas com a doença celíaca, a gliadina desencadeia uma resposta imune.

2: Não são todos os grãos que contem glúten
Milho, arroz e alguns tipos de aveia não contêm glúten. Estes grãos geralmente não provocam uma reação em indivíduos com doença celíaca, ou com sensibilidade ao glúten.

3: Os seres humanos não podem naturalmente digerir o glúten …
… É uma afirmação falsa. Os pesquisadores descobriram que em muitos casos a boca humana contém colônias de bactérias simbióticas que ajudam a quebrar o glúten. Porém, não se sabe se essas bactérias se desenvolveram na boca, ou “dominaram o ambiente” e se multiplicaram, já que o glúten tornou-se parte da dieta ocidental moderna.

4: Intolerância ao glúten e sensibilidade ao glúten são diferentes
Aqueles com sensibilidade ou intolerância ao glúten sofrem sintomas semelhantes, como inchaço, flatulência, síndrome do intestino irritável e dor abdominal. No entanto, indivíduos com a doença celíaca sofrem muito mais complicações ao consumir glúten.

5: A doença celíaca é uma intolerância ao glúten
A doença celíaca é uma intolerância ao glúten. Os indivíduos que sofrem de doença celíaca produzem uma resposta imune ao consumi-lo. A incapacidade de absorver os nutrientes podem ocorrer, bem como enfraquecimento da parede intestinal.

6: O glúten agrava a doença celíaca
Para aqueles com a doença celíaca, o glúten tem vários sintomas além do inchaço  e da diarreia. Ele pode inibir a absorção de nutrientes, além de entrar na corrente sanguínea e causar problemas mais graves, como a perda óssea, problemas com a densidade mineral óssea, deficiência auditiva, dermatite herpetiforme (uma erupção cutânea grave), entre outras coisas que podem prejudicar até o cérebro.

7: Sensibilidade ao glúten pode afetar as crianças
As crianças podem ter muitos problemas relacionados ao consumo de glúten. Aqueles que nasceram com a alergia ao glúten (doença celíaca) tem complicações óbvias. No entanto, os médicos estão encontrando mais e mais crianças com sintomas da sensibilidade ao glúten. Quando a sensibilidade surge nos jovens, pode ter alguma ligação com a inclusão de muitos alimentos processados na dieta alimentar.

8: O glúten é um problema em todo o mundo
A sensibilidade ao glúten reflete problemas com a dieta moderna “ocidental” e as práticas de processamento de alimentos, por isso, a sensibilidade ao glúten atinge pessoas de todo o mundo. No entanto, a solução também está em todo o mundo. A indústria do livre de glúten tem crescido rapidamente para atender às necessidades das pessoas.

9: Você pode eliminar o glúten de sua dieta
Para quem quer evitar ou eliminar o glúten da dieta, a chave é saber o que evitar e o que comer. Parte desse desafio é conhecer a gama de nomes de produtos que contenham glúten. Para eliminar o glúten, evitar produtos que contenham cevada, centeio, triticale (uma cruzamento de centeio e trigo), trigo e produtos derivados do trigo, como triguilho, farinha, farinha de Graham, kamut, semolina, e espelta.
Claro que isso vale para todos os alimentos que utilizam qualquer um desses produtos, como pães, bolos, massas, etc … e também inclui muitos molhos, sopas e carnes processadas, onde glúten é usado para dar sabor.

Como o glúten afeta o cérebro?

A quantidade de pessoas tanto intolerantes, quanto sensíveis ao glúten, tem aumentado cada dia mais. Alguns dos problemas associados incluem desconforto gastrointestinal, erupções cutâneas, problemas com a absorção de nutrientes, além de perda óssea.



Porém, indo mais além, podemos ter uma coisa para nos preocupar, que é o seu efeito no cérebro.
De acordo com o GHC Pesquisas recentes descobriram, que existe uma ligação muito estreita entre o cérebro e o sistema nervoso entérico (o “cérebro” do trato digestivo). Com base nisso, os pesquisadores começaram a observar o efeito do glúten na resposta imunológica e absorção de nutrientes e ver como ele afeta o cérebro e os resultados foram preocupantes.


Dor de cabeça? Talvez seja Glúten!
Um estudo recente descobriu uma ligação entre a sensibilidade ao glúten e a enxaqueca. A pesquisa indicou que aqueles que sofrem de doença celíaca e sensibilidade ao glúten, sofrem de dores de cabeça e enxaquecas mais frequentes, do que aqueles que não tem o mesmo problema.
Outro estudo foi feito com crianças que tem doença celíaca e que sofrem dores de cabeça frequentes. Elas fizeram uma dieta sem glúten por algum tempo para determinar se a dor de cabeça diminuiria, e realmente na maioria dos casos diminuiu e muito.
Claro que se o glúten só está causando dores de cabeça, considere-se com sorte, ou talvez não …

E se causar anormalidades cerebrais?
Foi feita uma pesquisa e descobriram através da ressonância magnética que muitas pessoas com sensibilidade ao glúten e celíacos, tinham anormalidades cerebrais significativas. Nos que sofrem de dores de cabeça, essa anormalidade se mostrou mais elevada.
Em alguns casos, o que acontece é uma perda de massa encefálica. Isso com certeza não é bom e pode levar a problemas mais sérios caso a pessoa continue ingerindo glúten.
Pesquisadores da John Hopkins University School of Medicine, pesquisaram o impacto da vermelhidão gastrointestinal (criado pela doença celíaca) na esquizofrenia. Eles se focaram em fatores como a ativação do sistema imune e a capacidade das toxinas e agentes patogênicos tem de entrar na corrente sanguínea e assim descobriram que fatores imunológicos como as iniciadas no intestino, sugerem um link para a doença mental.

Glúten e Acidente Vascular Cerebral Isquêmico
Em alguns casos de acidente vascular cerebral isquêmico, o único fator que os médicos encontraram que contribuiu para isso, foi a doença celíaca. Os investigadores têm sugerido que o fator primário, nestes casos, pode ter sido a resposta auto-imune causada pela doença celíaca.
Tal como aconteceu com os acidentes vasculares cerebrais, a coagulação do sangue no cérebro, foi avaliado como única causa da doença celíaca. Apesar disso ter acontecido até agora, só com indivíduos com a doença celíaca, pode ser bom, pessoas com sensibilidade ao glúten ficarem atentas também.

Sem glúten e sem sintomas
Além de dores de cabeça, distúrbios cerebrais e coagulação, podem levar a um derrame.
O glúten foi diretamente ligado à convulsões epiléticas e lesões na substância branca do cérebro, indicando a Esclerose lateral Amiotrófica. Isso preocupa muito, porém a boa notícia é que ainda existe esperança.
Pesquisadores encontraram calcificações em certas áreas do cérebro e estas foram a causa das convulsões epiléticas. Em todos os casos, as convulsões pararam de vez, quando o paciente começou uma dieta livre de glúten.
O mesmo resultado ocorreu em indivíduos que sofrem de lesões no cérebro semelhantes aos observados em Esclerose lateral Amiotrófica. Após o exame do paciente, foi descoberta a doença celíaca. Uma vez que ele foi colocado em uma dieta sem glúten, a ressonância magnética mostrou uma redução nas lesões e uma melhoria global na sua condição.
Mesmo que a pesquisa sobre o impacto do glúten no cérebro seja bem recente, a mensagem é clara – o glúten tem um impacto profundo na nossa saúde mais do que se pensava anteriormente.
Com base nessa pesquisa, quem sabe ou suspeita de uma alergia ao glúten deve considerar seriamente exames para detectar se tem ou não o problema e dependendo a adoção de uma dieta livre de glúten, o seu cérebro vai agradecer. Você já notou a melhora de algum dos sintomas depois que parou de consumir alimentos com glúten? Se sim, por favor deixe um comentário e compartilhe a sua experiência com a gente.

POR QUE VIVER SEM GLÚTEN?



Ainda um tema controverso na comunidade médica, o glúten, para alguns, só faz mal aos celíacos, aqueles que possuem uma alergia severa à proteína. Outros já acreditam que os malefícios atingem a todos. O problema é que muitas vezes a pessoa não tem alergia, mas sim uma intolerância leve, que apresenta sintomas mais brandos e com os quais a pessoa pode conviver por muitos anos sem saber, causando danos ao organismo.





De acordo com o médico Attilio Speciani, especialista em alergia e imunologia e diretor científico do Servizi Medici Associati (SMA), na Itália, a relação entre inflamações e alimentação é estreita. Speciani explica que consumir por muito tempo um alimento que tem intolerância ou alergia é semelhante a um envenenamento progressivo.


“Na prática, o organismo reconhece o inimigo, fica de olho, procurando limitar seus danos. Se a introdução do alimento persiste, o sistema perde o controle, o processo inflamatório se intensifica e os sintomas se exacerbam”, acrescenta Speciani.


No estudo da pediatra Márcia Luiza Baptista (leia aqui o estudo completo), uma das questões levantadas é a apresentação clínica da doença celíaca em pediatria e a associação com outras doenças autoimunes, como diabetes mellitus tipo 1, doenças da tireoidite, hepatite auto-imune, cirrose biliar primária, gastrite crônica atrófica, anemia perniciosa e doenças do colágeno.


“Existe a possibilidade destes quadros autoimunes também serem causados pelo glúten, ao menos parcialmente. Esta hipótese para o desenvolvimento de doenças autoimunes tem sido defendida por alguns autores que constatam vários auto-anticorpos no soro de pacientes com a doença celíaca não tratada”, explica a médica.


Segundo o gastroenterologista John Cangemi, da Clínica Mayo, nos EUA, estudos indicam que, para cada pessoa diagnosticada, há outras 30 que provavelmente sofrem de doença celíaca e não sabem.


O nutricionista clínico Thomas O’Brian, da Institution for Functional Medicine, também nos EUA, afirma que, em seu país, uma em cada quatro crianças examinadas são celíacas. O’Brien destaca que há diferença entre uma intolerância “leve” e a doença celíaca, porém, o problema do diagnóstico tardio não é o incômodo causado pelos sintomas, que muitas vezes são desprezados.


“O risco é que essa constante resposta imunológica pode desencadear doenças autoimunes, terceira causa de mortalidade e deficiência no mundo industrializado”, declara O’Brian.

Onde o glúten está presente?

O glúten está presente principalmente nos produtos com farinha de trigo e derivados dos seguintes cereais: trigo, cevada, triticale, kamut, centeio e na aveia. Os celíacos não podem comer nenhum desses alimentos ou que tenham tido contato com os ingredientes que contém a proteína.


O que não tem glúten?

Milho, arroz, mandioca, batata são alimentos que não possuem glúten e que podem ser processados e transformados em farinha. A substituição da farinha de trigo pelas sem glúten facilita a adaptação de quem pretende eliminá-lo da dieta. Atualmente é fácil de encontrar pães, bolos, pizzas, macarrão, entre outros, sem glúten.

No site “Rio Sem Glúten” é possível encontrar informações úteis para quem pretende começar a dieta. Clique aqui e acesse.


Fontes:
http://noticias.uol.com.br/saude/ultimas-noticias/redacao/2011/04/04/intolerancia-ao-gluten-pode-ser-mais-comum-do-que-se-imagina-dizem-especialistas.htm

http://www.senado.gov.br/portaldoservidor/jornal/jornal70/saude_contem_gluten.aspx

Retirado do site: https://estarbemm.wordpress.com/2013/01/15/por-que-viver-sem-gluten/